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Minha idéia inicial era a de criar um blog sobre culinária, com experiências e aventuras gastronômicas, dicas, receitas, "pequenos grandes" restaurantes (e botecos... e pé-sujos...).


Na verdade, tenho um desejo, lá no fundinho, de ser chef de cozinha, mas como isso (ainda) não foi possível, quero compartilhar com o MUNDO todo, ou pelo menos com meus queridíssimos seguidores, minhas pitorescas histórias no universo da culinária popular, internacional, contemporânea...


Entretanto, como tenho outras paixões, no mesmo nível de força e intensidade - dança, teatro, cinema e música - resolvi misturar tudo... Alhos & Bugalhos... E vamos ver no que vai dar... ;)

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segunda-feira, 31 de maio de 2010

A mulher de sagitário



Estava prestes a escrever sobre algo muito melancólico... Não sei porque (ou talvez não seja o caso de divulgar por essas bandas...rs), fiquei um pouco down. Já ia começar a escrever sobre corações partidos e novelas mexicanas, quando meu querido computador me fez uma surpresa: fez com que eu me deparasse com um texto antigo extraído de um livro sobre o signo de sagitário (desta blogueira aqui) da escritora Linda Goodman, que eu adoro. Eu li, ri, me reconheci e me senti melhor. Espero que vocês gostem!

"Nem sempre ela dirá o tipo de coisas que você quer ouvir. Na maior parte das vezes, ela o arrepiará com suas observações notáveis e francas e perguntas embaraçosas. Mas de vez em quando dirá coisas tão especiais e esplêndidas que você terá vontade de sair cantando.

Vejamos um exemplo. Cenário: uma lanchonete. Você acaba de tomar coragem para dizer a ela que a ama, mas antes que você fale, ela arregala os olhos azuis - ou castanhos - muito sinceros, e pergunta curiosa: "Como é que você se sente sendo tão baixinho? Não fica neurótico nem nada?" Enquanto você engole seco, tentando corajosamente se recuperar, ela acrescenta: "Não precisa se incomodar. Muitos homens foram baixos, como Napoleão e Fiorello La Guardia." Isto quase equivale a somar o insulto à injúria, mas antes que você tenha a oportunidade de ir embora, achando que jamais mulher alguma mereceu uma atitude tão deselegante de sua parte, ela cismará sonhadoramente: "Eu detesto os homens que parecem varapaus. Você é perfeito. Eu reparei quando vínhamos para cá esta noite... temos o tamanho certo um para o outro..."

Sente-se. Você não vai embora. Vai ficar por muito tempo. Essa garota acaba de se enroscar em torno de seu coração com seu encanto próprio e peculiar. Ela talvez seja um pouco franca demais porque vê o mundo tal qual ele é, mesmo quando está usando aqueles ridículos óculos cor-de-rosa. Você tem de admitir que isto é uma qualidade. Nem todo mundo é capaz de aplicar uma lógica clara e razoável a todas as situações, e conservar a feliz faculdade de acreditar que as coisas vão melhorar ou de se decidir a aceitá-las conforme são.

Essas mulheres são Pollyannas constantes. Pode ferir um pouco quando ela lhe diz que gostaria que você ganhasse mais dinheiro, porém, logo ela acrescenta: "Bom, dinheiro demais pode tornar as pessoas egoístas. Talvez seja uma sorte você ser pobre." Isto, é claro, é uma espécie de otimismo canhestro, mas você acabará se acostumando a ele.

Esta moça jamais lhe mentirá. Às vezes você bem desejava que ela o fizesse. Demonstre curiosidade em saber como passa as noites em que vocês não estão juntos, e ela lhe fará um relatório detalhado e sincero das cartas que escreve para aquele belo interno que ela conheceu nas férias do verão passado e de quantos convites ela recusa por telefone. Pode até relatar seus problemas de insônia, quando ela fica acordada de noite pensando se o que ela sente por você não será amizade em vez de amor. Você tem vontade de gritar-lhe: "Pelo amor de Deus, você não pode mentir pelo menos uma vez? Todo homem tem seu orgulho próprio." Não grite muito alto. Você a ofenderia, e ela não é exatamente incombustível. Conhecem-se algumas moças assim que têm feito cenas terríveis.

Há uma coisa que precisa aprender já, ou seu relacionamento jamais passará do chão. Quando quiser que ela faça algo, peça-lhe. Não mande. No que respeita a ela, a técnica do homem da caverna, de Tarzan e Jane, já era. Ela gosta de ser protegida, mas não gosta de ser mandada. Nem mesmo a mãe dela consegue isso. E quem é você para se superpor à mãe dela? Entretanto, esta moça não tolera o homem fraco, vacilante - ela também não tem a menor intenção de abrir mão da própria personalidade em favor de homem algum, mas gosta de saber que você pensa nela como numa menina.

Ela pode confundir você, mas isto é nada comparado com o que faz a si mesma. Muitas moças assim tomam a amizade por amor e o amor por amizade. Se você é desses homens à moda antiga, que preferem suas mulheres evasivas e tímidas, é melhor procurar outra parceira para o bingo. Esta jovem tem maneiras francas e diretas para com os homens e não vai se dedicar a dizer totalmente "Imagine como eu me sinto!" ou "Imagine o que eu penso!" Ela se sente conforme age, e pensa conforme fala. Sua franqueza rude provoca naturalmente mal-entendidos, e um bom número de batalhas ferozes, para não falar nos sentimentos feridos, mas não abate seu espírito. Numa crise, seu orgulho vem à tona e salva-a, permitindo que vença a dor do seu coração como se tratasse da maior piada do momento. Por dentro ela pode estar chorando, mas responderá com tanta habilidade e inteligência às perguntas dos amigos sobre o rompimento, que eles concluirão que tudo não passou de um inofensivo flerte da parte dela. Mal sabem como seu travesseiro fica molhado todas as noites, enquanto ela pensa no que teria ela dito para ter acabado tudo. Talvez tenha sido quando ela lhe disse que não subisse ao seu apartamento, quando você a chamou do hall cerca da meia-noite, porque ela "estava ocupada conversando com um homem que tinha alguns problemas". O homem era seu cunhado, mas com aquela maneira peculiar de não ir ao âmago da questão, ela esqueceu de mencionar isso. E por que deveria entrar nesses detalhes? (Ela fica irada quando a sua integridade é posta em dúvida).

A verdade é que, no fundo do coração, ela é uma criança confiante. Seu modo de ver as coisas é tão ingênuo, que a torna vulnerável aos conquistadores, vigaristas e impostores (curiosamente, não em outras áreas, só no amor). Não se esqueça de que ela é capaz de discutir com habilidade e com uma lógica de espantar. Nada disso tem a ver com o seu coração. Sua mente está acima de qualquer discussão. É brilhante e inteligente, capaz de cuidar de si mesma numa emergência. Mas o coração é indefeso. Cai e se arranha muitas vezes.

Isto é outro assunto. Ela é um tanto desajeitada. Às vezes, quando ela passa por uma rua como um cavalo puro sangue, você acha que é a mulher mais graciosa que você já viu, até que tropeça numa rachadura da calçada, desajeitadamente se apoia no tabuleiro do fruteiro para se equilibrar e vira duas caixas de laranjas. O dono pode praguejar um pouco, mas logo dá de ombros, diz-lhe que esqueça o acontecimento e ainda lhe oferece umas uvas. Sua disposição jovial é capaz de derreter o coração mais empedernido.

De vez em quando, esta moça faz lembrar um cãozinho desajeitado, que se atrapalha entre seus pés, sacudindo a cauda todo feliz. Mas os cachorrinhos bonzinhos arranjam uma porção de gente para tratar deles com carinho e alimentá-los. Claro que é muito mais barato alimentar cães. Esta jovem tem um grande apetite. Gosta de boa comida, de bons vinhos, de roupas bonitas e, quando viaja, gosta de andar de primeira classe.

Devido à sua atitude displicente para com o romance e desconfiança do casamento, você pode pensar que lhe falta sentimento. Está enganado. Ela despeja torrentes de lágrimas ao assistir a um filme triste e lê poesia com os olhos umedecidos. É possível que tenha guardado todos os bilhetes que você lhe escreveu, resto das flores que lhe comprou na chuva e as entradas para o jogo de hóquei onde ela o conheceu.

Enquanto você deixá-la viver por si mesma, sem se sentir atada, sua garota lhe dará uma tríplice bonificação: sua lealdade, sua confiança e sua afeição. As três são inseparáveis, porque quando ela dá amor, a amizade trota ao seu lado.

Esta mulher é uma idealista incurável. E aqui reside um segredo que talvez nunca lhe tenha contado: ela se apaixonou por você há muitos anos, quando ainda era uma garotinha e pediu à lua nova alguém com quem partilhasse seu coração sincero. Por várias vezes ela pensou que houvesse encontrado você, mas se decepcionou. Mas quando finalmente você chegou, ela logo o reconheceu, porque você era um cavalheiro gentil, com um ou dois sonhos, que a tomou pela mão e lhe mostrou o caminho para as estrelas..."

Linda Goodman - "A mulher de Sagitário"

domingo, 30 de maio de 2010

Peripécias - Salmão defumado

Finalmente, minha primeira postagem sobre culinária! Preparem-se, pois a série "peripécias na cozinha" começa aqui! ;)

Sabe quando você está em casa num sábado à noite, não está com muita vontade de sair, mas queria um jantarzinho mais especial? Eu recomendo esse salmão defumado, que pode ser acompanhado por torradinhas e alguns "extras". Passem mais cedo ali no Talho Capixaba (ou liguem!) e comprem uns pães e pastinhas... Tem uma focaccia de azeitonas que é algo de outro mundo! E tem também a pasta de queijo brie com damasco...

Mas vamos ao salmão! Esta é a famosa receita criada pelos meus pais de salmão defumado...Uma delícia e super fácil de fazer! Entretanto, como toda boa receita, há alguns "pulos do gato"... Vamos descobri-los...

Primeiro de tudo, você precisa comprar 2 pacotes de salmão defumado de boa qualidade! Cuidado com marcas meio estranhas - o salmão pode estar com muitas nervuras. O segundo passo é cortar cebola ROXA (olha o pulo aí), beeeem fininha, pra não ficar com gosto forte. De preferência, deixe a cebola de molho em um pouco no leite, para tirar a acidez.


Em seguida, lasque o salmão, como na foto acima, em pequenos pedaços. Temos que mariná-lo com limão. Basta o suco de 2 limões, um pouco de pimenta do reino (moída na hora - mais um pulinho) e um toque de molho inglês. Deixe marinar por uns minutinhos e, depois, coloque as cebola cortada por cima. Para 2 pacotes de salmão, basta uma cebola roxa pequena.

Já finalizando, coloque molho shoyo (terceiro pulo: o molho não pode ser light, senão fica muito salgado!). Vocês precisam equilibrar a quantidade de shoyo com o azeite, que será colocado a seguir. O salmão tem que ficar bem molhadinho, mas não é pra virar sopa, tá? ;))
Agora finalize com o azeite (quarto pulo: dê preferência a um azeite grego). Misture tudo, com calma pra que o salmão não se despedace. Sirva com torradinhas ou com aquele biscoitinho coquetel, tipo club craker, mas redondo. Vocês também podem fazer esse prato com uma salada verde, com rúcula fresquinha, azeitonas, alface, tomate, palmito, muzzarella de búfala e um toque de aceite balsâmico com mel. Enjoy!!!

sábado, 29 de maio de 2010

De volta...

Queridos amigos,
minha saúde me fez ficar ausente por um tempo daqui... Mas agora, começando a voltar à vida normal, já está na hora de colocar esse blog em dia (ou pelo menos tentar)... Bom, como fiquei em casa por muito tempo nos últimos dias por conta dessa rinofaringite + pneumopatia (credo!), acabei mergulhando no mundo do cinema, só para variar um pouquinho... Vi e revi inúmeros filmes... Um deles, até bem recente, foi o "Sex and The City"... Eu sei que é um filme suuuuper perua (ADORO!) e bobinho, o que obviamente traz aquela leveza gostosa, de estar assistindo a um filme sem muito compromisso... Além do visual ser um show à parte para os fanáticos por moda... Aliás... não poderei ir ao Fashion Rio, porque ainda devo ficar em repouso... grrr.... Enfim, voltando ao filme: fiquei apaixonada por um livro que a Carrie "sacou" em uma das cenas, com grandes cartas de amor. Para quem me acompanha por aqui, já sabe que eu sou fã de cartas de amor... ;) Mas a carta que mais me chamou a atenção foi a de Beethoven. Não sabia que, além de tudo, ele ainda escrevia assim. Vou me permitir postá-la aqui... e boa noite a todos!

Letter 3
Good morning, on July 7
Though still in bed, my thoughts go out to you, my Immortal Beloved,
now and then joyfully, then sadly, waiting to learn whether or not fate will hear us
I can live only wholly with you or not at all
Yes, I am resolved to wander so long away from you until I can fly to your arms and say that I am really at home with you, and can send my soul enwrapped in you into the land of spirits
Yes, unhappily it must be so
You will be the more contained since you know my fidelity to you. No one else can ever possess my heart – never – never
Oh God, why must one be parted from one whom one so loves.
And yet my life in V is now a wretched life
Your love makes me at once the happiest and the unhappiest of men
At my age I need a steady, quiet life – can that be so in our connection?
My angel, I have just been told that the mailcoach goes every day – therefore I must close at once so that you may receive the letter at once
Be calm, only by a calm consideration of our existence can we achieve our purpose to live together
Be calm
love me
today
yesterday
what tearful longings for you... you...you
My life.. my all... farewell.
Oh - continue to love me – never misjudge the most faithful heart of your beloved.
Ever thine
Ever mine
Ever ours

terça-feira, 4 de maio de 2010

Atualizações atrasadas

Amigos... eu sei que estou em falta com meus seguidores fiéis...rsrs... (se é que existe algum)... As desculpas normais do dia-a-dia sempre são perfeitas... muito trabalho, etc... mas é verdade!!! Enfim... só para não perder as poucas pessoas que (quiçá) me acompanham, quero postar mais um texto da Maria Bethânia, só pra não perder o momento "Bethânia" da postagem anterior... E, rapidamente, algumas dicas essenciais:

ASSISTAM:

"O Segredo dos Seus Olhos"
"A Gaiola das Loucas" (musical no RJ, com canja da nossa pianista Priscila Azevedo)
"A Casa dos Budas Ditosos"

Agora sim, o texto:

"Todas as cartas de amor são ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras, ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser ridículas.
Só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor
É que são ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor...Ridículas (...). "

Tem mais texto, mas por mim, assim como para Maria Bethânia, que em seu show só recitou até essa parte, poderia ter parado por aí...

Basnotche!!!!